Império da Trindade – Mordomia do Espírito Santo da Ribeira Quente

País: Portugal
Região: Açores
Local: S.Miguel
Concelho: Povoação
Freguesia: Ribeira Quente
Morada: Rua da Trincheira, S/N, Ribeira Quente, 9675-161 Povoação
Telefone: 295 584 227
Festa proposta por:
Nome: Junta de Freguesia da Ribeira Quente
E-mail: braguinha_2000_@hotmail.com

História da Mordomia da Santíssima Trindade da Ribeira Quente de 1962 a 2005.

Até ao ano de 1962, as festas eram realizadas pelo Sr. João Vendeiro que, neste mesmo ano, entregou aos novos mordomos o Império, a Coroa e a módica quantia de 60 escudos;

1962/1976 – A mordomia era constituída pelos então sócios da companhia da venda do peixe, senhores Adelino Santos, Mariano Miúdo, José Cardoso, João Berló, António Tibúrcio e Manuel Cidade;

1976 – Última festa desta mordomia. No dia das sortes não apareceu ninguém para dar continuidade a esta tradição. Foram entregues à Igreja duas Coroas, duas Bandeiras, material elétrico e sonoro, um Império de madeira e a quantia de 168.172 escudos;

1977 – Nova mordomia, presidida pelo Sr. António Braga, foi constituída para promover as festas. A restante equipa era formada pelos senhores João Manuel Saraiva, Manuel Canário, Manuel da Salga, Manuel António Moniz, Carlos Moniz, Carlos Soares e Avelino Bettencourt. Neste ano, a festa foi alterada do Domingo de Pentecostes para o da Santíssima Trindade, pois não fazia sentido a realização de duas festas na freguesia. As grandes receitas provinham, como anteriormente, da lavoura. Porém, como não abundavam grandes recursos, nem grupos musicais, usava-se muito, na vertente cultural, os discos pedidos. Nesta altura, a casa da mordomia era o próprio domicílio do Senhor António Braga.

1979 – A 5 de fevereiro, foi comprada uma casa aos herdeiros de Manuel Peixoto pela quantia de 100.000 escudos para futura sede da mordomia. A 7 de fevereiro, no Cartório de Vila Franca do Campo, legalizaram-se os Estatutos da Mordomia como Associação de Caridade. Entra como mordomo o Sr. António Serrador.

1984 – Foram efetuados pedidos de apoio à Secretaria da Habitação para reconstrução e melhorias da sede, os quais, graças à ajuda do Sr. Alberto Pacheco, foram atendidos. Ficou encarregado da obra o senhor Adelino Carvalho que a executou com dedicação e estímulo.

1985 – Foi inaugurada a sede no dia da festa. Imóvel totalmente remodelado, com uma sala, uma casa de banho, uma cozinha, um alpendre para atuações e um pequeno Império. Foi construído também, no quintal do Sr. Avelino Bettencourt, outro alpendre para servir refeições. Nos anos seguintes, alguns mordomos ausentaram-se por motivos de emigração, tendo sido substituídos pelos senhores Paulo Canário, Albino Silva, João Peixoto, Jorge Braga, José Eduardo e o Gil. Ficou responsável pela Cozinha e Cozinheiras, a Srª Matilde Lázaro.

1992 – Foram solicitados novos mordomos e entraram a Srª Hermínia Rita e os senhores José Paulo, Tomé Couto e António Braga Filho. É de salientar que algumas tradições foram desaparecendo, tais como as Campanhas dos Barcos que se dirigiam para o Império para fazer as suas ofertas em conjunto com a orquestra e a Bandeira do Espírito Santo e o desfile de motas enfeitadas.

1996 – Com a tempestade de 25 de dezembro, ficou danificada a Sede e grande parte do material existente.

1998 – Esteve para não se realizar a festa por causa da catástrofe. Porém, como decorria o Ano do Espírito Santo, foi decidido fazê-la. Demitiu-se a Mordomia. Fecharam-se as contas e convocaram-se eleições que foram realizadas no verão deste mesmo ano. Como rezam os estatutos, a Assembleia-Geral da Mordomia é composta pelo povo da freguesia, pelo que a respetiva  Mesa ficou constituída pelo Sr. Padre Silvino, Presidente da Junta de Freguesia, Sr. António Rita Amaral, Presidente da Assembleia da Junta, Srª Teresa Couto, Delegado da Maré Viva, Sr. Dinis Melo, representante dos Escuteiros, Sr. João Cardoso, da Ação Católica Rural, Srª Encarnação Braga, Mordomo de São João, Sr. João Adelino, representante da anterior mordomia, Sr. António Tibúrcio e um elemento do Rancho Folclórico São Paulo. Confecionaram-se as sopas do Espírito Santo, procedeu-se ao anúncio das contas e à votação. Como havia uma só lista, a mesma foi a vencedora. A nova mordomia ficou constituída pelos Srs. António Braga, João Carlos, João Manuel Candinho, João Braga Raposo, Tomé Vieira Couto e a Srª Hermínia Rita.

2000 – Depois de realizadas as festas, entra em curso a construção da nova Sede sob a orientação do empreiteiro António José Raposo.

2001 – A 8 de junho é inaugurada a nova Sede da Mordomia pelo então presidente da Camara Municipal da Povoação, Carlos Emílio Ávila. Esta, muito maior do que a anterior, dispõe de uma cozinha grande, uma sala para refeições, duas casas de banho, um quarto para bazar, um quarto para descanso das cozinheiras e um hall de entrada. Preservou-se da antiga Sede, o Império.

2004 – Pela última vez, a festa é realizada pela mordomia presidida pelo Sr. António Braga. No mês de novembro é constituída nova mordomia pelo Sr. António Braga Filho em conjunto com os Srs. João Carlos, José Paulo, Jaime Braga, José Braga e Lino Rego.

2005 –  A nova mordomia toma posse e assume funções.

A realização do culto do Divino Espírito Santo motiva sempre um grande ambiente de festa na freguesia.

Antigamente, os primeiros dois dias eram reservados ao trabalho de ir buscar as rezes e ao seu abate no calhau, sendo as suas carnes, posteriormente, levadas para a despensa, imóvel onde eram guardados  os pães de trigo, as argolas de massa e a massa sovada para serem benzidos pelo pároco da freguesia no sábado de manhã. Atualmente, não é frequente este ritual da morte dos bezerros, mas opta-se pela compra de carne pronta para integrar as pensões.

As pensões, que são compostas por pão, massa sovada, carne e vinho, depois de benzidas, são distribuídas, no sábado, pelos membros da irmandade.

O domingo e a segunda-feira são dias de grande intensidade da festa. Para além da missa festiva de coroação, há as tradicionais sopas do Espírito Santo, petiscos no bar da mordomia, a possibilidade de se ir experimentar a sorte no bazar, arrematações das ofertas efetuadas ao império, etc,. As sortes que determinam os premiados com as domingas do ano seguinte são tiradas na segunda-feira à noite.


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