Irmandade do Divino Espírito Santo da Vila Nova

Festa com 132 anos
País: Portugal
Região: Açores
Local: Terceira
Concelho: Praia da Vitória
Freguesia: Vila Nova
Morada: Caminho da Abrigada, S/N, Vila Nova, 9760-701 Praia da Vitória
Ano da Fundação: 1894
Festa proposta por:
Nome: Paulo António Meneses Dinis

 A Irmandade do Divino Espírito Santa da Vila Nova, está localizada no Caminho da Abrigada, da citada freguesia e a data da sua construção remonta ao último quartel do século XIX, nomeadamente ao ano de 1894.

Este império celebra as festas das solenidades do Pentecostes, primeiro bodo, e da Santíssima Trindade, segundo bodo.

Carlos Enes,(CE) no seu livro, “VILA NOVA – PELOS CAMINHOS DA SUA HISTÓRIA”, pág. 81, refere que Nos últimos anos, qualquer reportagem fotográfica ou televisiva, nacional ou estrangeira, sobre a festa do Espírito Santo, concentra as suas atenções na Vila Nova, captando rituais antigos, rostos e expressões que atravessaram os tempos até ao presente. A manutenção desta tradição é, de certo modo, uma espécie de cartão de apresentação da freguesia e um orgulho para os seus habitantes.

Pelos escritos que são conhecidos pode-se constatar que o Bodo sempre foi uma festa com tradições na freguesia da Vila Nova e ainda hoje se impõe a todas as demais, sendo o mais concorrido da ilha.

Trata-se, portanto, de uma tradição com raízes ancestrais, enraizada na vida e na religiosidade dos habitantes da Vila Nova que tem nos bodos o seu ponto alto no ciclo festivo do Divino Espírito Santo.

Nos domingos dos bodos, Pentecostes e Trindade, realizam-se os cortejos do Espírito Santo para a igreja paroquial, acompanhados pela filarmónica da freguesia, onde são celebradas missas solenes e efetuadas as coroações dos imperadores ou de pessoas pelos mesmos designadas para o efeito. Terminados os atos litúrgicos seguem-se as distribuições dos bodos – pão e vinho –  a todas as pessoas presentes. Posto isto, é servida aos convidados do imperador a denominada “Função” que é constituída pelas  sopas do Espírito Santo, cozido e alcatra. Acompanham estes pratos pão, massa doce, vinho e sumos. Esta refeição é concluída com o tradicional arroz doce.

Da parte da tarde, há arraial, concertos de filarmónicas e, por vezes, de outros grupos musicais. Os bodos nesta freguesia distinguem-se dos  demais realizados noutras localidades pela beleza e quantidade dos denominados carros de toldo, “carros do bodo”, onde os seus proprietários convivem com as pessoas presentes, petiscam e ouvem os sons da filarmónica. Durante os intervalos das programações culturais dos bodos, são feitas arrematações das ofertas para pagamento de promessas e no fim são tirados os pelouros e nomeados os mordomos para o ano seguinte.


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