Império do Divino Espírito Santo da Aldeia da Cuada

Festa com 185 anos
País: Portugal
Região: Açores
Local: Flores
Concelho: Lajes das Flores
Freguesia: Fajã Grande
Ano da Fundação: 1841
Festa proposta por:
Nome: Isilda Corvelo

O Império do Divino Espírito Santo da Aldeia da Cuada, da Fajã Grande, concelho das Lajes, ilha das Flores, situado na citada localidade da referida freguesia, é considerado o mais antigo da Fajã Grande e um dos mais vetustos da ilha, uma vez que, antes da data da sua edificação, apenas foram construídas nas Flores duas Casas do Espírito Santo, uma em Ponta Delgada, em 1819, a Casa do Espírito Santo da Terra Chã, e outra nas Lajes, a Casa do Espírito Santo da Vila, no mesmo ano. A Irmandade da Cuada remonta ao segundo quartel do século XIX, nomeadamente, ao ano de 1841.

O Império da Aldeia da Cuada celebra a Festa do Espírito Santo na semana da Santíssima Trindade. São três dias de festa, mas durante todo o ano são levadas a cabo rotinas seculares, nomeadamente a estada da coroa em casa de pessoas. Nesta semana, é rezado o terço todos os dias e, neste ato religioso, podem participar todas as pessoas que o desejarem fazer.

As alvoradas são tocadas à terça-feira, quinta e sábado, sendo que terça e sábado cabem aos foliões da Fajãzinha e quinta e domingo aos foliões da Fajã Grande.

Cheia de simbolismo e tradição, a festa da Cuada era muito apreciada e, ainda hoje, o é, pese embora o facto de nesta localidade já não haver residentes permanentes.

Atualmente, esta irmandade conta com um número de mordomos/irmãos que ronda uma centena, os quais durante a noite de sexta-feira e no sábado de manhã, vêm ao império levantar o seu peso (esmola) de carne.

Hoje, como antigamente, os chambões e fígados são arrematados com a finalidade de suavizarem o custo da carne de cada irmão/mordomo.

O abate do gado destinado às esmolas é efetuado localmente, num espaço denominado de “eira” ou na pastagem e os pesos de carne, antes de serem entregues aos irmãos, são benzidos pelo pároco.

A entrega da carne é acompanhada pelas insígnias do Espírito Santo e pelo canto dos foliões.

Ainda neste dia, depois da alvorada, há diversas manifestações de animação cultural, nomeadamente a realização de jogos tradicionais, arrematações, etc..

A festa termina no domingo com a ida das pessoas levando, a pé, as insígnias  do Divino Espírito Santo, desde o império na Cuada até à igreja da Fajã Grande, sendo que na parte final deste percurso são incorporadas uma imagem da Rainha Santa Isabel e as coroas e bandeiras do Espírito Santo das Casas de Baixo e de Cima e de São Pedro que vêm ao seu encontro para, em conjunto, rumarem até à Igreja paroquial, onde é celebrada uma missa cantada, que é aplicada pelos irmãos falecidos e pelas intenções dos presentes.

Terminado este ato litúrgico, o préstito regressa ao império, onde é realizada a bênção do pão que é oferecido aos foliões. Da parte da tarde, há animação cultural diversificada e são tiradas as sortes para o próximo ano e procede-se à prestação de contas da festa.

As comissões deste império, a partir do ano de 2009, passaram a ter uma duração anual. Os cabeças em exercício sugerem sete nomes, dos quais apenas três são escolhidos pelo método “tirar à sorte”, em que uma criança tira três “sortes” de onde consta o nome de cada elemento proposto. Os “cabeçantes”, aos quais saíram as sortes, ficam responsáveis pela realização da festa do ano seguinte.


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