Ética no trabalho, auto motivação e auto sustentabilidade foram propósitos que acompanharam os açorianos que partiram da sua terra à procura de outros espaços que proporcionassem ao seu agregado familiar outras condições de vida com perspetivas de um futuro melhor.
Transportaram consigo as suas tradições culturais e religiosas – uma religiosidade impregnada de grande fé alicerçada na Terceira Pessoa da Santíssima Trindade – o Divino Espírito Santo. Esta fé, profundamente enraizada na alma do povo açoriano, fez com que se iniciasse a Festa do Divino Espírito Santo em Gustine, a qual teve a sua primeira realização nos dias 17 e 18 de maio de 1913.
A 14 de maio de 1914, a Irmandade adquiriu o imóvel que hoje abriga o seu salão, o maior existente em Gustine.
O programa da festa, para além da vertente religiosa, contem várias atividades culturais, como atuações na área do fado, das cantigas de improviso, corridas de toiros de praça, dança, etc.
Através dos anos, a irmandade tem alimentado milhares de pessoas, sem nenhum custo, completamente autofinanciada pelo trabalho duro e pelas generosas doações dos seus membros e das comunidades portuguesas circundantes.
A tradicional refeição de sopas e carne ainda é disponibilizada para doentes, idosos, deficientes, enlutados e aos participantes da festa. A irmandade está muito envolvida em apoios e doações à comunidade local.
A Irmandade do Espírito Santo de Gustine celebrou em 2013, o seu centésimo aniversário. Esta efeméride ficou registada em livro da autoria do escritor terceirense Liduino Borba.
As festas do Espírito Santo organizadas em Gustine tem ajudado a manter as tradições religiosas e culturais do povo dos Açores localmente, pelo que muito têm contribuído para a coesão da própria comunidade e para a promoção da açorianidade. Cabe às gerações vindouras preservar este valioso património cultural, por forma a que o mesmo tenha assegurada a sua continuidade no futuro.

