Festa do Divino Espírito Santo de Rio Tavares

País: Brasil
Região: Santa Catarina
Local: FLORIANÓPOLIS
Morada: Capela Bom Jesus - Rua Divino Espirito Santo - Cachoeira do Rio Tavares - Florianópolis/SC
Telefone: (48) 98452 5454
E-mail: fernandoanisiob@gmail.com
Festa proposta por:
Nome: Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina - CAISC
E-mail: caisc.ilha@gmail.com

As localidades de Cachoeira do Rio Ta­vares, Porto do Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares e Cruz do Rio Tavares, que com­preendem a região do Rio Tavares têm as suas origens num pequeno núcleo rural desenvol­vido junto à Igreja de São Sebastião de Mato de Dentro ou São Sebastião do Rio Tavares. Trata-se de um dos primeiros povoados cria­dos a partir do vinda de famílias aço­rianas chegadas no século XVIII. O topónimo Tavares é oriundo da família de Miguel Ta­vares, cujo nome batizou o rio e toda a área em seu redor.

Na localidade da Cachoeira do Rio Tavares é que se realiza, a Festa do Es­pírito Santo na Capela Senhor Bom Jesus, criada a 6 de agosto de 1995 e pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem, do bairro Saco dos Limões.

A primeira festa rea­lizou-se em junho de 1995, por iniciativa do pároco Pe. Dr. Vilmar Adelino Vicente, que recebeu em doação um conjunto de trajes im­periais da Corte do Divino e motivou a nova “Comunidade do Senhor Bom Jesus” a cele­brar o Espírito Santo.

O primeiro Casal Imperador foi Darei Rodrigues Falcão e a sua mulher dona Zilda Falcão, que, com ajuda dos amigos e vizinhos e a orientação do próprio Padre Vilmar, organi­zaram a celebração com ritos e símbolos espelhando-se nos modelos de Festa do Divi­no que acontecia na vizinhança e foram bus­car no Campeche e no Ribeirão da Ilha os rituais tradicionais ali existentes.

Deste modo, no ano de 1995 implantava-se a Festa do Divino Espírito Santo na Cacho­eira do Rio Tavares, respeitando os costumes e as tradições presentes nas demais festividades da Ilha e adicionando elementos do movimen­to carismático. Segue os mesmos passos. Novenas, missas, cortejo, coroação, arremates de “massas de promessa”, almoço festivo, barra­quinhas, bingos, comidas típicas, música ao vivo e apresentações folclóricas.

A festa é precedida pela realização de no­venas na casa do Festeiro ou do Imperador e dos Juízes. Ao todo são convidados 12 Juízes que, com o casal Imperador, são responsáveis pela festa naquele ano.

Depois das novenas, tem lugar o arremate de massas de promessas ofertadas em pagamento de uma graça al­cançada ou por um voto feito ao Divino. As novenas e o périplo da Bandeira peditória co­meçam um mês antes da festa. Duas Bandei­ras percorrem a região recolhendo prendas e doações levadas por “bandereiras”, grupo for­mado por três mulheres da Comunidade do Senhor Bom Jesus, sendo que uma delas toca o tambor anunciando a visita. Todos os dona­tivos angariados e os lucros da festa são apli­cados em obras de manutenção e melhora­mentos da Capela Senhor Bom Jesus.

No domingo antes da festa realiza-se a Missa de apresentação do Casal Imperador e Juízes e, nos dias seguintes, na Capela, terão lugar as novenas do Divino, sendo dedicadas aos sete dons do Espírito Santo.

No sábado e no domingo o ritual é o mes­mo com a procissão do cortejo imperial, mis­sa solene festiva, coroação do Imperador ­menino, almoço, bingos, bar­raquinhas e foguetório.

No domingo, a Cantoria do Divino do “Ze­naldo”, da Costeira do Pirajubaé, conduz o ritual cantando passo a passo todos os anos os mo­mentos da celebração, desde o cortejo até o anúncio do Casal Imperador que fará a festa no ano seguinte, eleito por sorteio.

A entrega da Coroa e do Cetro ao novo Casal Imperial reafirma o compromisso pe­rante a comunidade de fazer acontecer a Fes­ta do Divino Espírito Santo no ano seguinte.

http://www.pscj.org.br


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