Associação do Espírito Santo da Beira – Lado da Ribeira

Festa com 125 anos
País: Portugal
Região: Açores
Local: São Jorge
Concelho: Velas
Freguesia: Velas
Morada: Largo da Beira, s/n, 9800-501 Velas
Ano da Fundação: 1901
Fundador: Um grupo de pessoas denominadas “mordomos” que se propuseram a celebrar o culto do Espírito Santo
Festa proposta por:
Nome: Junta de Freguesia de Velas
E-mail: freguesia.velas@mail.telepac.pt

Existia um imperador, pessoa que se autopropunha a realizar o Bodo do Espírito Santo ou da Trindade, celebrações que exigiam uma semana de preparação, com início na 2ª feira anterior ao domingo da festa.

Durante a semana cantava-se ou rezava-se o terço, todas as noites, no local onde as coroas estavam expostas e, durante o dia, confecionavam-se, para além das iguarias que seriam servidas no domingo, rosquilhas feitas de massa sovada, que eram oferecidas aos convidados que se dirigissem à casa do imperador com “a visita ao Espírito Santo” levando ovos, açúcar, manteiga, farinha ou arroz.

Paralelamente existia um grupo de mordomos que organizava a “mordomia” que era composta pela cozedura de tremoços, massa sovada e pela apanha de ramos que, depois, enfeitavam os “carros de bois” que percorriam a freguesia durante a tarde de sábado. Nesse mesmo dia, eram oferecidos massa sovada, queijo e vinho à população. Tais iguarias estavam na copeira (recinto dos mordomos) que também era utilizado no domingo para armazenamento dos bolos de véspera cedidos pelos mordomos e distribuídos pela população durante a tarde.

O bodo tinha início na manhã de domingo com a recolha, pelos foliões, que tocavam e cantavam quadras alusivas à época, acompanhados por um tambor, dos cavaleiros – três homens vestidos a rigor, conforme no século XIII, no reinado de D. Dinis. Estes atuavam, durante todo o dia, nas imediações do império ao toque dos foliões e com cantigas elaboradas especificamente para a ocasião.

O cortejo, aberto pelos cavaleiros e seguido pelas diversas coroas, saía de casa do imperador com destino à igreja donde, depois de celebrada a Missa e a Coroação, regressava ao império, local onde eram servidas as sopas, a alcatra, a carne assada e o arroz doce a todos os presentes.

No entretanto, os cavaleiros davam início à “folia” com a apresentação das “Obras Grandes” que eram compostas por uma rosquilha, dois pães ou massa sovada.

Durante a tarde o império continuava aberto para oferecer “as sopas” a toda a população que assim o desejasse, bem como a copeira que servia tremoços, massa sovada, queijo e vinho.

Atualmente, continua a existir o mesmo ritual, à exceção do imperador que foi substituído por uma comissão eleita para o efeito.

No entanto, é de salientar que, sempre que existe alguém que se proponha a realizar esta festividade, a comissão eleita para esse ano, fica adiada para o seguinte.


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